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Letra de Guardador de margens

Enquanto a cidade inteira vai digerindo o seu jantar E todas as ruas e praças se lavam com essência de luar Enquanto as estátuas famosas bebem brandies e aveledas E as tílias se entreolham meigamente nas alamedasVou guardando as margens Velando os lírios do jardimEnquanto a meia-noite encerra mais uma sessão E o senso-comum ressona tranquilo e pesado no colchão Enquanto a cidade inteira lava os dentes e faz toilete E os taxistas recolhem as sombras que restam da noiteVou guardando as margens Velando os lírios do jardimVou guardando as margens Velando os lírios do jardimEnquanto a luz do promontório ensina a costa ao barqueiro E arde o rum forte no zimbório e traz lucidez ao faroleiro Vou pondo malha sobre malha com o labor dum tapeceiro Palavra, acorde, som, a talha e a devoção dum mestre-oleiroVou guardando as margens Velando os lírios do jardimVou guardando as margens Velando os lírios do jardimEnquanto a cidade inteira vai feliz na sua faina E o sol boceja na ladeira ao som do martelo e da plaina Saúdo a bruma e o orvalho e a luz do dia madrugado Guardo as cartas no baralho meu sono é enfim chegadoVou guardando as margens Velando os lírios do jardimVou guardando as margens Velando os lírios do jardimVou guardando as margens Velando os lírios do jardimVou guardando as margens Velando os lírios do jardimVou guardando as margens Velando os lírios do jardimVou guardando as margens Velando os lírios do jardim